| |
23/02/2010 - 16:10
Revista Mergulho 163: Wakatobi e a galera que mergulha 365 dias ao ano
O nome Wakatobi, vem da junção das duas primeiras letras de cada ilha, WAngi, KAledupa, TOmia e BInongko
Da Revista Mergulho 163
 | | Uma das muitas espécies de nudibrânquios de Wakatobi | Localizado no mar de Banda, Indonésia, o arquipélago de Tukangbesi contém uma reserva marinha muito especial conhecida como Wakatobi, um oásis em meio a uma região devastada pela pesca indiscriminada com uso de explosivos e venenos químicos.
Mas o que há de tão especial nesta reserva marinha? Além de possuir alguns dos mais belos corais do mundo, Wakatobi é lar de uma abundante variedade de pequenos seres como os cavalos-marinhos-pigmeus e as enguias-azuis. Não bastasse isso, tubarões, raias-touro e grandes peixes de passagem são encontrados nos pontos de maior correnteza. Fundado no ano de 1995, o Wakatobi Resort nos trouxe a possibilidade de unir o melhor de dois mundos: grande variedade de animais pequenos somada a correntezas e águas azuis que nutrem os corais mantendo uma vida ativa entre presas e predadores.
Wakatobi começou com o sonho do suiço Lorenz Mäder que com 14 000 mergulhos logados, nunca abre mão de um mergulho diário em seu house reef, considerado por muitos o melhor do mundo. Lorenz decidiu procurar o melhor lugar possível para estabelecer sua primeira pousada de mergulho. Era uma casa com quatro quartos, um refeitório e o dive center . Para chegar ao resort eram necessárias vinte e quatro horas de navegação marítima.
Nos últimos quinze anos, muita coisa mudou. Lorenz mapeou pessoalmente quarenta e três pontos de mergulho em torno das quatro ilhas, construiu vinte e cinco cabanas e adquiriu seis barcos. Além disso, hoje ele conta com uma equipe de 120 funcionários que mantêm uma pequena vila em funcionamento. Energia elétrica e água potável são produzidas no próprio resort. Todo o resto, desde comida até o oxigênio para recarga dos cilindros de mergulho, chega pelo mar.
Chegando ao resort percebemos que sapatos e sandálias eram desnecessários para o chão de areia. Uma equipe muito simpática e eficiente estava à disposição para nos ajudar no que fosse necessário. Sala de câmera refrigerada com capacidade para até vinte fotógrafos, suporte para rebreather, um house reef a quinze metros do centro de mergulho com grandes peixes residentes, muitos nudibrânquios, e gorgônias com mais de cinco cavalos-marinhos-pigmeus em cada uma. Para quem gosta de ir mais fundo, bem em frente ao restaurante, que tem uma comida é fabulosa, existe uma paredão que alcança cem metros de profundidade em sua base!
Todos os dias realizamos quatro mergulhos de barco e um no house reef . Para nós, que somos acostumados a viajar para regiões com pobre infra-estrutura, ter as câmeras carregadas pelo staff até o barco foi reconfortante, principalmente após o quinto mergulho do dia. Para o mergulho no house reef é oferecido um "dive taxi", baleeira veloz que leva os mergulhadores em exatos dois minutos até o inicio do recife da casa. Este serviço se torna indispensável em Wakatobi devido às fortes correntezas do local.
Saiba mais sobre esse incrível lugar lendo a Revista Mergulho 163
|